Barna

Sabemos que estamos em dívida para com este blog e nossos insistentes leitores. Então, Larusso e Eve resolveram escrever de bate-pronto um post com coisinhas diversas de nossa estada em Barcelona entre os dias 1 e 5 de outubro. Alguns textinhos abaixo são do Larusso, outros da Eve. Quem descobrir de quem é cada um deles ganha um frasco com o ar cheiroso de Barcelona.


Doha, Qatar

Balcão da Qatar em Doha

O preço da nossa passagem não paga um lanchinho dos vários servidos. Em uma única refeição tinha na bandejinha: suco de laranja, água, chá – podia ser café também – e iogurte. A tevezinha que vemos no banco da frente tem muitas músicas, filmes, seriados, jogos e informações sobre o vôo. Te informa instantaneamente as perguntas: “já chegou?” e “falta muito?”

Aeroporto de Barcelona
Um dinamarquês quebrou a perna mecânica bem na frente dos heróis deste blog. Larusso e João foram socorrê-lo. Quando tudo estava resolvido e chegaram na imigração, não tinha fila nenhuma. Foram atendidos pela Mulher Carimbo. Nenhuma pergunta, nenhuma palavra, ela só carimbou os passaportes e entraram na Espanha.

Kabul
Definitivamente, um boteco com camas. Um boteco brasileiro com camas, mas eventualmente aparece um ou outro time de futebol sueco de galinhagem pra te acordar no meio da madrugada.

Las Ramblas

É o onde o mundo se encontra. Caminhar por toda sua extensão faz você conhecer pessoas de no mínimo 4 continentes diferentes. Diversidade e diversão é aqui mesmo.

Estátuas vivas e Bob Marley
Esta é apenas uma das diversas atrasões das Ramblas. Ao longo do passeio você se depara com inúmeras estátuas vivas que mais parecem estátuas de verdade – diferente das amadoras brasileñas – e, ocasionalmente, um encontro com o celebridades como Bob Marley e Edward Mãos de Tesoura.

Sagrada Família
A queridinha de Gaudi é demais. Quero ver quando ficar pronta – deve demorar muitos anos, se isso um dia acontecer. É estranho pensar que milhares de pessoas visitam essa igreja em construção. Mas é isso mesmo, e é o bastante pra gastar horas admirando sua história e detalhes impressionantes.


Camp Nou

Barça! Tum, tum, tum, tum, tum, tundunduntum. Que estádio… O lugar mais barato, o nosso, dava uma vista perfeita de todo o campo. Jogo fraco, o Barcelona joga como a seleção da Espanha, toca a bola tanto, mas tanto, que esquece de chutar pro gol. 1×1. Mas valeu muito, pelo estádio, pelo clima do lugar, pela loja, e pelo golaço do Messi.

Barcé!

Montserrat
Já andou de teleférico? Não? Então vá para Barcelona, pegue um trem de 1h30 e descubra um reduto de monges no pico de um complexo de morros. Ao sair do bondinho, a primeira coisa que você deve fazer: ir conhecer a Capela de MontSerrat e ver os meninos cantantes as 13h ou 19h. Deve ser a primeira coisa mesmo, porque pra nós foi a última e chegamos atrasados, não vimos nada. Reza a lenda que eles cantam a mesma música (os mesmos meninos) há mais de 300 anos.

Casa Museo Gaudi
Gaudí era um alucinado. Definiticamente muito maluco e um solteirão – sim, conferimos a cama de solteiro dele. Ainda arrisco um palpite de que em alguma de suas vidas passadas, ele foi um peixe. É incrível como todas suas obras parecem fazer mensão à
vida marinha através de linhas sinuosas e objetos que parecem conchas aos olhos de quem vê.

Comida
Carinha e nada demais. Destaque para a paella – promoção em cada boteco da cidade – : fraquinha, fraquinha, jeitão de congelada. Fake.

O cheiro de Barcelona
Já que vocês só conseguem ver beleza nas fotos, vou descrever o cheiro. Imagine que uma galera mije na calçada e passe um dia inteiro de sol escaldante, só curtindo. É isso. As ruelas e becos fedem a xixi seco.

A maior rede de franquias do mundo
O mercado turco. Todos os mercadinhos de Barcelona, sem exceção, em qualquer parte da cidade, é do mesmo tipo: prateleiras apertadas e um árabe bigodudo – ou bigoduda – no caixa. (Até agora, Roma também se mostrou território da rede de mercados turcos).

Concluindo, o que aprendemos em Barcelona: muitos brasileiros. Catalão é uma língua esquisita. Não se fala “cueca-cuela”. E, com certeza, o Barça é muito més que un club. A cidade é viva, alegre e arisca. Encantadora, apaixonada e quente. Volveremos.

Més que un club

Gol do Barcelona!

Nós, e mais umas noventa mil pessoas, compramos ingressos pra ver Barcelona e Mallorca. Campeonato Espanhol. Na verdade, eu vou mais pra ver o escrete catalão e o Camp Nou. O adversário podia ser até o Fluminense que tava ótimo.

O Barcelona – que é o segundo clube mais importante do mundo, atrás apenas da Sociedade Esportiva Palmeiras – é a espinha dorsal da seleção espanhola. Os campeões da Copa da África. Acho até que o Barça é a própria Espanha com alguns reforços de peso, como Messi e Daniel Alves. Ironicamente, o clube é orgulho da Cataluña, que deseja liberdade do domínio espanhol.

A expectativa no dia 3 de outubro (ou 2, não definiram a data ainda) é de vitória. E quem sabe goleada. Mas não é apenas um jogo de futebol, não é apenas um estádio. FC Barcelona es més que un club. Não tem explicação. E é por isso que estaremos lá.

Barcelona is not Spain

Plaza Reial, Barcelona

Acordamos cedo com um ronco finlandês e um despertador chinês. Faz tempo bom no Barri Gótic, o bairro central cortado pela rua La Rambla. Teremos um longo dia pela frente.

Kabul Backpackers Hostel

Começamos devorando o café da manhã servido pelo Kabul. Uma mistura de bar e albergue em que pernoitamos e dividimos teto com nacionalidades diversas. “Amigos para siempre” feitos na noite anterior nos acompanharão na primeira missão do dia.

Vamos bater ponto em um dos checkpoints obrigatórios dos turistas em Barcelona. O templo católico Sagrada Família, obra de Gaudí, um dos quatro Tartarugas Ninjas da Cataluña. O quarteto fica completo com Miró, Picasso e Dalí.

Na Plaza Reial, onde fica o Kabul, um senhor bonachão vende moedas de outros países por mais euros do que realmente valem. Jose Ortiz fala catalão e inglês. Evita espanhol.

Faz tempo, eu estava jogando Mario Kart Wii no modo Worldwide, com pessoas aleatórias do mundo. As identificações dos “players” eram do tipo Nome-País. Além de mim, Daniel-Brazil, tinha nomes tipo Manoel-Portugal, Song-Korea, Giovanni-Italy, Kevin-USA, John-UK e, curiosamente, um inesquecível “BCN-is-not-Spain”. Cutucada, protesto, negação. A questão da indepêndencia da Cataluña lembrada até nos games. Pela cara do Seu Jose Ortiz eu acho que era ele.

Na mesma praça, a Reial, temos o Quinze Nits. Fechado a essa hora da manhã. É um restaurante mediterrâneo que não parece ser pro nosso bico. Talvez o prato do dia, com sorte. Atravessamos. Do outro lado recebemos um flyer da baladinha da noite. É do Side Car, um “club” que toca de tudo pra agradar turistas. Mais adiante, algo que muito nos interessa. Aluguel de bicicletas a partir de 6 euros por 2 horas. Massa essa dobrável de alumínio. Será que vale mesmo? Fica pra amanhã. Hoje o roteiro é a pé.

Sagrada Familia

Andamos apenas 290 metros e até avistamos o projeto do Tartaruga Gaudí, a Sagrada Familia, um patrimônio da humanidade que está sendo construído desde 1882.

Essa é uma manhã possível – ou não – entre os próximos 2 e 5 de outubro. Que venha Barcelona (BUENO, Galvão), que não é Espanha (ORTIZ, Jose).